[verso 1/voz feminina ]
Eu desci ao Jardim das nogueiras para ver os brotos do vale, esses Ramos da videira floresciam, e se as romãnzeiras abriram seus botões.
Sem que eu conhecesse a mim mesma, ele fez de mim os carros de aminadib!
[ várias vozes ]
Volte, volte, Sulamita.
Volte, volte, pois queremos contemplar você!
[Verso 2/ voz masculina]
"O que vocês contemplam na Sulamita, quando ela dança entre dois acampamentos?"
Como são belos seus pés nas sandálias ó filha de nobres!
As curvas de seus quadris parecem joias, trabalho das mãos de um artista.
Seu umbigo é uma taça é minha lua onde nunca falta o licor.
Seu ventre é um monte de trigo cercado de lírios.
Seus dois seios são como duas gazelas, filhotes gêmeos de uma gazela.
Seu pescoço é como uma torre de marfim; seus olhos são como as piscinas em Hersebon, junto à porta de Bat-Rabin.
Seu nariz é como a torre do Líbano voltada em direção a damasco, sua cabeça se eleva como o Carmelo e as mechas do seu cabelo são cor de púrpura, enlaçando um rei em suas tranças.
Como você é bela,
como é encantadora,
um amor em delícias!
Você tem a estrutura de uma palmeira, e seus seios são os cachos.
Pensei comigo: "vou subir a palmeira para colher dos seus frutos!"
Sim, seus seios são como cachos de uva,
E o aroma e suas narinas é como o das maçãs.
O Céu da sua boca é como o melhor vinho.
[Verso 3/ voz feminina]
Indo diretamente para o meu amado e escorrendo em meus lábios e dentes.