Verso 1
O silêncio é o peso de um céu de bronze
A garganta queima, o corpo pede o fim
Quarenta sóis, a carne se desfaz em pó
Mas o espírito pulsa o que o Pai lhe deu
Na vastidão do nada, o Inimigo surge
Com a voz de seda e o veneno do "se"
"Se és o Filho, mude a natureza do chão
Transforme a pedra na solução da fome."
Pré-Refrão
O estômago grita, mas a alma governa
A resposta não vem da terra
O pão que sustenta não se amassa com as mãos
Mas flui da boca Daquele que É!
Refrão
Nem só de pão viverá o homem!
(O Verbo ecoa no vazio do deserto)
Não tentarás o Senhor Teu Deus!
(A autoridade quebra o orgulho do inferno)
O Reino não é de reinos, o trono não é de ouro
A glória pertence a Quem me enviou!
Verso 2
Do alto do templo, o convite ao espetáculo
"Lança-te ao abismo, os anjos te segurarão"
Mas a fé não é circo, o milagre não é vitrine
A soberania não se prova por vaidade.
Depois, o topo do mundo, o brilho das nações:
"Tudo será teu, se apenas me adorares"
O Criador olha a criatura caída
E com um sopro de verdade, expulsa a escuridão.
Ponte (Solo de Guitarra Técnico/Virtuoso)
(A música desacelera para um dedilhado sombrio e cresce gradualmente)
Retira-te! (Retira-te!)
A fome não me venceu
A sede não me parou
A glória passageira não me seduziu
O deserto foi o palco...
E a Palavra foi a espada!
Refrão Final (Com muita energia)
Nem só de pão viverá o homem!
(O Verbo ecoa no vazio do deserto)
Não tentarás o Senhor Teu Deus!
(A autoridade quebra o orgulho do inferno)
O Reino não é de reinos, o trono não é de ouro
A glória pertence a Quem me enviou!
Outro
Os anjos se aproximam...
O deserto floresce em paz.
O Homem venceu.
O Deus prevaleceu.