Verso 1
Colecionei estradas que não dão em lugar nenhum
Gastei o que eu tinha pra ser apenas mais um
No banquete das sombras, a fome só crescia
E quanto mais eu buscava, mais o peito esvaziava
Eu era um mudo gritando pro nada
Perdido no mapa da minha própria jornada.
Verso 2
Pintei meus pecados com cores de liberdade
Mas acordei preso na cela da vaidade
Tentei preencher o abismo com o que o mundo vende
Mas a alma tem uma sede que a terra não entende
Corri atrás do vento, tropecei no meu ego
Tão cheio de certezas, mas espiritualmente cego.
Refrão
Pois eu procurei longe o que estava perto
Busquei no deserto o que era jardim
Revirei o mundo, num plano incerto
Pra descobrir que a resposta morava em mim
Não era o lugar, era o Dono da casa
Que soprava a brasa pra o fogo subir.
Ponte
E quando meus pés já não podiam andar
E o peso do erro tentou me afogar
Eu olhei pro lado e não vi ninguém
Mas senti o calor de quem me quer bem
Não eram pegadas na areia, eu entendi...
Era o Teu colo que me trouxe até aqui.
Verso 3 (Final)
O vazio que eu tinha era o Teu lugar
A lacuna exata pra Você habitar
O arrependimento não foi o meu fim
Foi a porta aberta pra Você entrar em mim
Cristo, meu rumo, meu colo, meu cais
Onde o pecado não me alcança mais.