Verso 1
O batismo ainda molha as vestes
Mas o vento já sopra o calor
Guiado por vozes celestes
Ao silêncio do sol opressor
Quarenta dias, a sede e o chão
Onde o tempo parece parar
No espelho da desolação
A alma começa a falar.
Verso 2
O cansaço desenha o cansaço
A fome é um lobo a morder
Mas em cada pequeno passo
Há um Reino que quer renascer
Então surge a voz da serpente
Disfarçada de solução:
"Se és o Filho, mude a semente,
Transforme essa pedra em pão!"
Refrão (Explosão de guitarras e bateria)
Não só de pão viverá o homem!
A Palavra é o que me sustenta aqui!
As sombras tentam, mas não me consomem
Eu sei o caminho que eu escolhi!
No deserto a vitória se escreve
Onde o mundo não pode enxergar
O peso da glória é mais leve
Do que o medo de atravessar!
Verso 3
Do alto do templo, o abismo
"Joga-te e deixa o céu te salvar"
Mas Ele responde ao cinismo:
"Não se deve a Deus provocar"
A oferta final é o império
O ouro, a coroa, o poder...
Mas o Rei entende o mistério:
Só ao Pai o louvor deve ser!
(Ponte - Solo de guitarra melódico e crescente)
O deserto não é o fim!
É onde o sim se torna real!
O deserto não é o fim!
É o começo do triunfo final!
Refrão Final
Não só de pão viverá o homem!
A Palavra é o que me sustenta aqui!
As sombras tentam, mas não me consomem
Eu sei o caminho que eu escolhi!
No deserto a vitória se escreve
Onde o mundo não pode enxergar
O peso da glória é mais leve
Do que o medo de atravessar!
Outro (Suave, voltando ao violão)
Os anjos se aproximam agora...
A sede passou.
O sol vai embora...
O Reino chegou.