(Verso 1)
A poeira na estante me faz ir mais alem
Memórias passadas de um mundo de ilusão
A voz do medo é uma sombra traiçoeira
Que tenta apagar o que bate no coração
Eu vi o muro crescer, achei que era o fim
Mas a queda ensinou o que o topo esconde de mim.
(Pré-Refrão)
Não é sobre o soco que a vida dá
É sobre a força de se levantar
Limpar o joelho, ajustar o olhar
E entender que o abismo serve pra ensinar a voar.
(Refrão)
Eu não sinto o peso das minhas correntes
Sou o fogo que sopra e o frio se faz presente
O que me quebrou, no fim, me moldou
Onde havia trevas, a luz brilhou
Venci o silêncio, mudei a direção
O amor é o fogo que arde em meu coração
(Verso 2)
Dizem que o tempo resolve, mas ele só assiste
Quem resolve é a alma que a tudo resiste
Troquei o "por que eu?" pelo "pra onde vou?"
A verdade enfim, se apresentou
Não ando em caminho sem pedra ou espinho
Pois aprendi a ser gigante sozinho.
(Ponte)
O ontem é um livro que eu já li
O hoje é o espaço que conquistei aqui
Respiro fundo, o jogo virou
Sobreviver é arte, superar é o valor.
(Refrão Final)
Eu não sinto o peso das minhas correntes
Sou o fogo que sopra e o frio se faz presente
O que me quebrou, no fim, me moldou
Onde havia trevas, a luz brilhou
Venci o silêncio, mudei a direção
O amor é o fogo que arde em meu coração