(Prólogo — O Primeiro Estalo)
(respiração profunda, silêncio…)
Existe uma prisão invisível
dentro da mente humana.
Camadas.
Máscaras.
Medos.
Vergonha.
Controle.
E então…
o riso surge.
Não um riso comum.
Um riso que quebra correntes.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
(Verso I)
Passei anos tentando parecer perfeito,
silenciando o caos dentro do peito.
Mas toda emoção sufocada
virava corrente aprisionada.
Até ouvir aquele riso atravessando o ar…
selvagem, indomável, impossível de controlar.
HAHAHAHAHAHAHAHA!
E algo em mim começou a rachar.
(Pré-Refrão)
Porque a mente rígida
não suporta o fogo do riso.
E toda estrutura falsa
treme diante do imprevisível.
(Refrão)
Ria!
Até o ego desmoronar.
Ria!
Até os véus começarem a rasgar.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
O riso dissolve o medo.
O riso implode a prisão.
O riso abre passagens ocultas
dentro da percepção.
(Verso II)
Cada gargalhada é um trovão
quebrando paredes internas.
Cada explosão do peito
incendeia sombras eternas.
O corpo vibra.
A mente falha.
O personagem perde força.
E por um instante…
não existe culpa.
Não existe máscara.
Não existe separação.
Somente presença.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
(Ponte Ritualística)
Ria da vergonha.
Ria da culpa.
Ria das correntes invisíveis.
HA! HA! HA! HAHAHAHAHA!
Ria da necessidade de controle.
Ria do medo de enlouquecer.
Porque às vezes o primeiro passo
para despertar…
é desmoronar o personagem que tenta sobreviver.
(Clímax)
Mais forte!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
Deixe o peito vibrar.
Deixe o corpo tremer.
Deixe a energia subir.
O riso vira êxtase.
O êxtase vira ruptura.
A ruptura vira libertação.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
(Epílogo — Loop)
E quando tudo cair…
quando as máscaras virarem poeira…
talvez reste apenas isto:
respiração…
silêncio…
e uma gargalhada ecoando no vazio…
HA… HAHAHAHAHAHAHAHAHA…
Existe uma prisão invisível
dentro da mente humana.