(Ritual Sonoro de Dissolução e Poder)
(Prólogo — O Círculo)
(som de tambor lento, respiração profunda)
Trace o círculo.
Acenda o fogo.
Silencie o mundo dos homens.
Hoje não haverá súplica.
Hoje haverá transformação.
A palavra foi selada nos véus antigos.
Escondida entre ruínas,
entre grimórios queimados,
entre bocas que temiam o próprio poder.
E agora ela desperta.
(Verso I)
No centro da noite eu ergo meu altar,
ossos de memória começam a vibrar.
Velas negras queimam sem fim,
abrindo portais dentro de mim.
As sombras observam do outro lado,
o caos primordial foi invocado.
Eu não peço passagem aos céus,
eu rasgo os véus.
(Pré-Refrão)
Toda corrente será rompida.
Toda máscara vai cair.
Pois o verbo da dissolução
começa agora a agir.
(Refrão Ritualístico)
OBLITERAR!
Que o fogo venha consumir.
OBLITERAR!
Tudo aquilo que impede o espírito de expandir.
OBLITERAR!
Que a ilusão seja quebrada.
OBLITERAR!
Que a velha forma seja apagada.
(Verso II)
Eu caminho entre ruínas internas,
entre nomes mortos e antigas cavernas.
Cada medo gravado na carne
agora treme diante da chama que arde.
A serpente sobe pela coluna.
O abismo responde meu chamado.
E aquilo que estava adormecido
ergue-se do caos despertado.
(Ponte Cerimonial)
Obliterar o medo.
Obliterar a prisão.
Obliterar os grilhões invisíveis
forjados pela separação.
Obliterar o falso eu.
Obliterar o véu da mente.
Obliterar tudo aquilo
que impede o nascimento do Sol consciente.
(Grande Refrão)
OBLITERAR!
Pelo fogo ancestral.
OBLITERAR!
Pela força primordial.
OBLITERAR!
Que o caos revele a visão.
OBLITERAR!
Que o iniciado atravesse a dissolução.
(Clímax — Invocação)
(voz mais lenta e intensa)
Do pó ao fogo.
Do fogo ao vazio.
Do vazio ao poder.
Eu destruo…
para reconstruir.
Eu dissolvo…
para despertar.
Eu morro…
para transcender.
OBLITERAR!
(Epílogo — Loop)
E quando a última chama apagar…
e o silêncio consumir o templo…
trace o círculo novamente.
Acenda o fogo.
Silencie o mundo dos homens.