(Verso 1)
Vendem chaves de reinos que não lhes pertencem
Cercam a fé com muros de medo e de grades
Ditam o passo, a voz e o que eles convencem
Transformam a luz em mercadoria de vaidades
Dizem que o céu tem preço e hora marcada
Mas a verdade não cabe em conta bancária
Mentes cativas numa estrada errada
Onde a prece virou uma peça publicitária.
(Refrão)
Pois o Amor não pede nada em troca
Não se assina em papel, não se tranca em portão
Enquanto o mundo o falso profeta invoca
Eu sinto a batida dentro do meu coração
Eu sou o templo, a morada, o abrigo
Onde o Espírito Santo decide habitar
Não aceito juiz, nem o peso do antigo
Pois quem me criou não veio me julgar.
(Verso 2)
O mundo se perde em gritos de palanque
Seguindo cegos que juram ter a visão
Bebendo o veneno antes que o sangue estanque
Trocando a paz pela cega alienação
Mas Deus é o sopro, o silêncio, o infinito
Não precisa de dízimo pra te perdoar
Ele ouve o que n’alma ainda não foi dito
E ama antes mesmo de você despertar.
(Ponte)
O julgamento humano é barro e poeira
A régua dos homens só serve pra excluir
Deus é a ponte, não a barreira
Ele me ensina a ficar, enquanto eles mandam fugir.
(Refrão Final)
Pois o Amor não pede nada em troca
Não se assina em papel, não se tranca em portão
Enquanto o mundo o falso profeta invoca
Eu sinto a batida dentro do meu coração
Eu sou o templo, a morada, o abrigo
Onde o Espírito Santo decide habitar
Não aceito juiz, nem o peso do antigo
Pois quem me criou... já sabe me amar.