(ATO I)
(Cena I)
(Orquestra - Introdução com cordas tensas, dissonantes, e uma batida percussiva lenta que imita os batimentos cardíacos de um corpo cansado)
(CORO - Sussurrado e crescendo)
Mais esforço... pouco deslocamento...
Mais tentativa... nenhuma consolidação...
Babilônia nos chama ao vácuo,
A egrégora da culpa nos prende ao chão.
Trabalha, consome, deve e chora,
O tempo devora a nossa energia agora!
(Baixo - Voz profunda, ecoando do fundo do palco)
Vós sois pedintes passivos!
Presos no ciclo do medo e da falta.
Alimentem o sistema com vossa exaustão!
A escassez é a vossa lei, a culpa é o vosso selo.
Como ousais sonhar com o Ouro se vossa mente é caos?
(Cena II)
(Ária)
Chega! Cansado de repetição, cansado de rejeição!
Olho para a minha vida com fria exatidão.
A prosperidade não vem de fora, não vem da sorte,
Ela exige estrutura, uma mente forte!
Eu rompo a dispersão silenciosa que me governa,
E ergo o meu vaso contra a noite eterna!
(ATO II)
(Cena I)
(Orquestra - O ritmo acelera, metais pesados começam a ditar um compasso marcial e geométrico)
No "Dia Zero" eu firmo o contrato,
Dados físicos anotados, a intenção declarada.
Isolo o ruído, desligo as redes da ilusão,
Nenhum portal de notícias ditará minha direção!
(Dueto - Tons crescentes de soberania)
(Operador) Eu aplico o filtro da Conveniência Soberana!
(Voz da Gnose) A tua responsabilidade é no teu próprio tempo!
(Operador) Não dou ouvidos ao desespero nem ao pranto externo.
(Ambos) A energia da abundância não tolera o vácuo! Ela flui onde encontra mentes inabaláveis!
(ATO III)
(Cena I)
(Orquestra - Uma mudança abrupta. Entram tambores de alta intensidade, ritmos sincopados e uma atmosfera festiva e avassaladora de Magia do Caos)
(Ária: A Gargalhada que Quebra e Cria)
(Começa com um riso baixo, que se transforma em um canto operístico vibrante)
Haha... Hahaha!
O que os Arcontes temem? O riso purificador!
O riso que desfaz a moralidade e o temor!
A gnose excitatória que explode no peito,
A gnose pelo riso retoma o teu direito!
Riam dos medos, riam da escassez,
O universo é o teu espelho desta vez!
(CORO - Unindo-se ao riso, em uma harmonia polifônica massiva e catártica)
Hahaha! A ilusão se desfaz!
O dinheiro é neutro, a estrutura traz a paz!
(Cena II)
(Sustentando uma nota alta, com potência máxima)
Eu revogo os pactos de miséria babilônica!
Eu ativo a arquitetura da minha mente cósmica!
Sobre o medo, sobre a culpa, sobre a falta...
Eu comando com poder atômico:
OBLITERAR!!!
(Orquestra - Um estrondo percussivo seco, seguido por um silêncio absoluto de um segundo, e então um acorde maior, triunfante e resplandecente em Dó Maior)
(EPÍLOGO)
(Coro Final - Majestoso, estilo Hino)
O caos deixou de governar a existência
A ordem material encontrou a consciência
O fluxo flui, acumula e expande,
Na jornada da alma, nada é mais grande
A soberania foi enfim reconquistada,
A vida próspera está consolidada!
(TODOS)
Que assim seja, e assim será!
(Acorde final sustentado em fortíssimo)