Verso 1
Você dizia “calma”,
que era cedo pra chamar de amor.
Falava que não tava pronto,
que a vida tava um horror.
E eu acreditava em tudo,
te dava tempo, dava espaço.
Fiz carinho no teu trauma,
te levei quase no braço.
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Pré-Refrão
Eu achava que era medo,
que era só insegurança.
Mas hoje eu vejo tão claro:
eu era só a ambulância.
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Refrão (oficial)
Que vergonha, meu Deus, olha eu lá
Fazendo jantar pra quem queria escapar
Posando pra foto que nem quis tirar
Amando sozinha — dá até pra chorar
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Verso 2
Você dizia “vamos ver”,
e eu via futuro em qualquer migalha.
Dizia “não quero ninguém”,
mas sempre deixava a porta entreaberta pra falha.
Eu tentando ser leve, madura,
o tipo que não pressiona.
Você dizendo que era “momento”,
mas era só falta de persona.
E quando eu soube de vocês dois,
doeu menos o fim em si
e mais a sensação amarga
de que você nunca quis tentar por mim.
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Pré-Refrão 2
Eu achava que era timing,
que era só desacerto teu.
Mas dois meses bastaram
pra te “pronto” aparecer.
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Refrão (oficial)
Que vergonha, meu Deus, olha eu lá
Fazendo jantar pra quem queria escapar
Posando pra foto que nem quis tirar
Amando sozinha — dá até pra chorar
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Ponte (suave, irônica, lúcida)
Não era medo de amar,
era medo de amar eu.
Você sabia exatamente
que história não era a nossa — era a seu.
E eu nem sinto mais raiva,
só olho e penso: “que dó.”
Eu querendo um conto de fadas
e você sem magia, sem nó.
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Refrão final (variação resignada)
Que vergonha, meu Deus, olha eu lá
Acreditando no que você inventar
Segurando o “quase” que nunca ia dar
Amando sozinha — dá até pra chorar
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Coda (falada, baixa)
Você não queria “nada sério”.
Só não queria comigo.