Verso 1
Mais um gole, e eu viro alguém
Que fala tudo e não diz ninguém
Sorriso torto, salto alto, drama
Quem me conhece, já nem me chama
Eu era tímida demais
Agora falo por dez
Mas toda frase que eu invento
Me deixa longe do que eu quis ser
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Pré-Refrão
Toda taça é um espelho
Que distorce o meu papel
Eu queria ser o centro
Mas viro o próprio vexame cruel
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Refrão
E eu rio demais, danço demais
Pra ver se alguém repara em mim
Quero ser livre, quero ser leve
Mas só fico fora de mim
Entre o charme e a vergonha
Não sei o ponto final
Sou o riso que começa bonito
E termina banal
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Verso 2
Toda vez que eu tento parar
Prometo e volto pro bar
Digo que é só pra relaxar
Mas é pra ver se eu sei me encontrar
Queria ser sexy, mas fico vulgar
Queria ser calma, mas quero gritar
E o que sobra depois da festa
É só vergonha e ar no lugar
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Pré-Refrão
Toda taça é um disfarce
Pra fingir que eu sei dançar
E quando o som vai embora
Eu lembro quem quis me salvar
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Refrão
E eu rio demais, danço demais
Pra ver se alguém repara em mim
Quero ser livre, quero ser leve
Mas só fico fora de mim
Entre o charme e a vergonha
Não sei o ponto final
Sou o riso que começa bonito
E termina banal
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Ponte (voz suave, como desabafo)
Queria achar o limite
Entre sincera e demais
Mas eu só sei ser o caos
Que disfarça a paz
Talvez eu seja o tipo
Que ninguém aguenta ver
Só queria um olhar sóbrio
Que gostasse de mim sem beber
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Refrão final (voz mais calma, em fade)
E eu rio demais, danço demais
Pra ver se alguém repara em mim
Quero ser livre, quero ser leve
Mas só fico fora de mim
E quando o som vai embora
E o corpo para de girar
Sou só eu, copos vazios
E a vontade de parar