Verso 1
As revistas morreram, mas voltaram no feed
Agora o corpo é assunto de novo
Quem não era magra aprendeu a fingir
Que se ama pra seguir o jogo
Tanta selfcare pra esconder exaustão
E todo mundo com o mesmo cabelo molhado
Dizendo que é “natural”, mas não é não
Custa o dobro e vem parcelado
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Pré-Refrão
Dizem que é sobre leveza
Mas pesa, pesa tanto ser assim
Ser clean girl, ser discreta
Quando o meu sangue é carmim
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Refrão
É tudo de novo disfarçado de novo
Mesma angústia, outro nome
A beleza mudou de roupa
Mas ainda escolhe quem consome
É tudo de novo, igual, só que caro
Prometem paz, entregam vício
Sinto falta de quando o tédio
Ainda era um respiro
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Verso 2
A nova tendência é parecer normal
Mas ninguém é
O rosto muda todo mês
E quem não muda fica pra trás também
Ansiedade virou perfume
E todo mundo aprendeu a postar
Até o que não viveu de verdade
Só pra lembrar que tá no ar
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Pré-Refrão 2
Dizem que é sobre leveza
Mas pesa, pesa tanto ser assim
Ser clean girl, ser perfeita
Quando eu nasci pra ser febril
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Refrão
É tudo de novo disfarçado de novo
Mesma angústia, outro nome
A beleza mudou de roupa
Mas ainda escolhe quem consome
É tudo de novo, igual, só que caro
Prometem paz, entregam vício
Sinto falta de quando o tédio
Ainda era um respiro
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Ponte
Quero o som do ventilador
E o drama de não ter notificação
A calma de não saber da moda
Antes que ela vire obrigação
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Refrão final (mais suave, contemplativo)
É tudo de novo, disfarçado de novo
Só muda o filtro, não muda o tom
Talvez ser eu mesma seja
O último ato de revolução