Verso 1
Oh, meu Deus, olha eles dois
Tão certos, tão certos que dói
Vivendo num reality paradisíaco
Onde até o tédio é fotogênico
Ela é linda, magra, discreta
Nem tenta — e tudo nela acerta
A blusa branca, o copo de vinho
E o olhar de quem nasceu no caminho certo
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Pré-Refrão
Eu finjo rir, mas não convenço
Clico em tudo, e me arrependo
Eles posam no pôr do sol
E eu juro que sinto o vento
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Refrão
Oh, meu Deus, eu tô obcecada
Pela atual do meu ex
Ela é tudo o que eu queria ser
Mas sem o peso, talvez
Oh, meu Deus, é tão cinematográfico
A legenda, o beijo, o cenário
Mas o que um homem “maduro”
Quer com uma menina de 18, afinal?
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Verso 2
Ela deve saber o vinho certo
Falar baixinho, com afeto
Deve rir nas horas certas
E achar o caos um conceito estético
E ele, o sábio dos conselhos
Deve amar o jeito dela entender
As mesmas frases que um dia
Ele me fez decorar pra merecer
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Pré-Refrão 2
Talvez se eu comesse menos
Ou falasse devagar
Eu ainda fosse a certa
Pra tua timeline postar
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Refrão
Oh, meu Deus, eu tô obcecada
Pela atual do meu ex
Ela é tudo o que eu queria ser
Mas sem o medo, talvez
Oh, meu Deus, é tão cinematográfico
O café, o hotel, o mar turquesa
Mas o que um homem “maduro”
Quer com uma menina de 18, com tanta certeza?
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Ponte (voz mais frágil, ritmo desacelera)
Será que ela sabe que eu tremia
Pra não errar, pra te agradar?
Será que ela também decora
O que é proibido demonstrar?
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Coda (voz seca, falada, quase como quem pensa alto)
Eu só tinha dezoito.
E ele, vinte e seis.
Mas quem era o adulto, mesmo?