Verso 1
Às vezes eu penso demais
E o corpo entende errado
Cresci ouvindo “não precisa disso”
Mas e se eu precisar?
Tem coisa em mim que se move
Quando eu juro que tô parada
Talvez o medo seja o preço
De quem quer se sentir de verdade
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Pré-Refrão
Não é drama, nem revolta
É só curiosidade com culpa
O que eu faço com o que sinto
Quando o que sinto não se desculpa?
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Refrão
É cafona ser tão conservadora
Mas às vezes eu nem sei ser diferente
Tem um vício de linguagem
Que me prende no que é coerente
E se a verdade não for bonita?
E se o desejo não couber em mim?
Será que quero mesmo descobrir
Ou prefiro fingir que sim?
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Verso 2
Eu rio de mim pra disfarçar
Mas é sério, no fundo é sério
Tem um tipo de coragem
Que não cabe em espelho
Eu olho e não reconheço
O rosto que me olha de volta
Não sei se quero quebrar a regra
Ou só a porta que me solta
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Pré-Refrão
Não é crise, nem delírio
É só o medo do delírio
De abrir a janela errada
E gostar do frio
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Refrão
É cafona ser tão conservadora
Mas às vezes eu nem sei ser diferente
Tem um vício de linguagem
Que me prende no que é coerente
E se a verdade não for bonita?
E se o desejo não couber em mim?
Será que quero mesmo descobrir
Ou prefiro fingir que sim?
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Ponte (sussurrada, introspectiva)
Toda liberdade tem seu preço
E o meu é não saber rezar
Pra deuses que eu mesma invento
Com medo de me encontrar
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Refrão final (mais leve, resignado)
É cafona ser tão conservadora
Mas ninguém aprende sem errar
Tem palavra que demora
Pra saber pronunciar