(Dã, a Serpente do Infinito)
(Canção Jeje em honra ao Vodun Dã)
Antes da terra existir, antes do Sol despertar, Dã já dançava em silêncio sobre as águas do luar.
Seu corpo de luz girava entre o vazio e a criação, traçando círculos eternos no pulsar da imensidão.
É arco-íris sobre as nuvens, é serpente celestial, une o alto e o profundo num mistério universal.
[Refrão]
Ô Dã, Vodun sagrado, serpente da criação! Enrola o mundo em teus anéis, guarda a vida em tua mão.
Ô Dã, força infinita, ponte entre o céu e o chão! Leva-nos pelos caminhos da eterna transformação.
Quando o vento sopra forte, quando a chuva vem cair, é teu sopro que percorre os caminhos do porvir.
Nas raízes das florestas, nas estrelas sobre o mar, teu poder sustenta os mundos, faz o universo girar.
És o ciclo que retorna, o começo e o final, o segredo que repousa no mistério ancestral.
[Refrão]
Ô Dã, Vodun sagrado, serpente da criação! Enrola o mundo em teus anéis, guarda a vida em tua mão.
Ô Dã, força infinita, ponte entre o céu e o chão! Leva-nos pelos caminhos da eterna transformação.
[Ponte]
Quando o homem perde o rumo, quando esquece quem ele é, Dã desperta a consciência e restaura a antiga fé.
Mostra que tudo está unido, que não existe separação, pois a vida é uma corrente ligando toda criação.
[Final]
Dã serpente luminosa, arco vivo do Senhor, guardião dos sete ventos, mensageiro do amor.
Gira, Dã, sobre os mundos, faz teu axé florescer, que os filhos da Terra aprendam a viver para crescer.
Ô Dã... Ô Dã...
No círculo sem fim, teu poder continua a viver.
🐍🌈🥁✨