(Sob a Benção dos Voduns)
(Canção dos Voduns Jeje)
No silêncio da mata antiga,
ouve o tambor chamar,
é a voz dos ancestrais
fazendo o mundo despertar.
Dan serpenteia no infinito,
guardião da criação,
traça círculos de estrelas
sobre o céu do coração.
[Refrão]
Ê Vodun, ê Vodun!
Força viva da tradição.
Ê Vodun, ê Vodun!
Luz sagrada da evolução.
Mawu sopra o primeiro vento,
Lisa acende o grande Sol,
da união dos dois mistérios
nasce a vida ao redor.
Heviosso traz o trovão,
faz a justiça florescer,
quando o raio toca a terra,
a verdade faz nascer.
[Refrão]
Ê Vodun, ê Vodun!
Força viva da tradição.
Ê Vodun, ê Vodun!
Luz sagrada da evolução.
Sakpatá cura as feridas,
Loko guarda o velho altar,
Aziri derrama bênçãos
como rios sobre o mar.
E os tambores seguem vivos,
atravessando gerações,
preservando a sabedoria
que habita os corações.
[Final]
Ê Jeje, povo de axé,
filhos da memória ancestral.
Nos Voduns permanece acesa
a chama do sagrado imortal.