(Exu Elegbara)
(Canção inspirada na tradição iorubá de Ifá-Òrìṣà)
[Introdução]
Laroyê! Èṣù Òdàrà! Elegbara! Alágogo Ìjà! Aquele que abre os caminhos, Aquele que leva a palavra, Aquele que transforma o destino.
[Verso I]
No princípio, quando o mundo era silêncio, E a criação buscava direção, Foi Exu quem levou a primeira mensagem, Entre o Òrun e a criação.
Guardião das encruzilhadas, Senhor do movimento e da ação, Nenhuma força encontra caminho Sem passar por sua permissão.
Ele conhece os segredos da estrada, As curvas do viver e do aprender. Pois quem deseja sabedoria Deve primeiro se mover.
[Pré-Refrão]
Não é sombra, não é medo, Não é aquilo que disseram ser. Exu é o fogo da mudança, A força que faz acontecer.
[Refrão]
Exu, Elegbara! Abridor dos caminhos do destino. Exu, Elegbara! Mensageiro do poder divino.
Laroyê, Mojubá! Senhor da palavra e da conexão. Exu, Elegbara! Movimento do universo em expansão.
[Verso II]
Quando o homem se perde no orgulho, Exu lhe mostra a direção. Quando a mente se prende ao passado, Exu sopra transformação.
Rindo entre os mundos ele ensina, Que a vida não para de girar. Cada escolha abre uma estrada, Cada passo é um novo caminhar.
Nas aldeias dos antigos sábios, Seu nome era respeito e poder. Pois quem honra os caminhos da vida Aprende primeiro a compreender.
[Ponte]
Exu é o verbo em movimento, A centelha que faz despertar. O vento que cruza os mundos, O primeiro a se manifestar.
Nas pedras, Nas estradas, Nos mercados, No tambor.
Ele dança entre os universos, Levando a vontade do Criador.
[Refrão Final]
Exu, Elegbara! Senhor dos encontros e da comunicação. Exu, Elegbara! Guardião da evolução.
Laroyê, Mojubá! Que sua força venha iluminar. Os caminhos de quem busca Aprender, crescer e caminhar.
[Final]
Laroyê Exu!
Aquele que abre os portais. Aquele que transporta a palavra. Aquele que ensina:
"Não existe destino sem escolha. Não existe caminho sem movimento. Não existe criação sem Exu."
Laroyê! Elegbara! Èṣù Òdàrà!