[Verso 1]
Ele diz que é dia, ela jura que é noite,
Ele quer praia, ela sonha com um açoite.
Ele gosta de caldo, ela quer bacalhau,
Vivem sempre às turras mas ninguém lhes leva a mal.
Ele fala de futebol, ela muda de canal,
Ela quer conversa séria, ele conta uma anedota banal.
Passam o dia inteiro a discutir sem parar,
Mas quando estão separados só se querem abraçar.
[Refrão]
Ai, ai, que amor tão engraçado,
Vivem zangados mas vivem apaixonados.
Entre beijos e discussões, ninguém os faz separar,
Mas houve um casamento que não chegou a começar!
Ai, ai, que história sem igual,
Foi notícia na aldeia e no jornal local.
A igreja estava cheia, o almoço pronto a servir,
Mas faltaram os noivos para o casamento seguir!
[Verso 2]
Marcaram o casamento para um sábado de verão,
Convidaram toda a gente da freguesia e do concelho então.
A noiva foi para norte, o noivo foi para sul,
Cada um convencido que o outro era um maroto e um traste azul.
O padre olhava o relógio, a banda pronta a tocar,
A madrinha desesperada sem saber o que pensar.
Os convidados já comiam os rissóis e o leitão,
Enquanto os noivos discutiam ao telefone sem razão.
[Refrão]
Ai, ai, que amor tão engraçado,
Vivem zangados mas vivem apaixonados.
Entre beijos e discussões, ninguém os faz separar,
Mas houve um casamento que não chegou a começar!
Ai, ai, que história sem igual,
Foi notícia na aldeia e no jornal local.
A igreja estava cheia, o almoço pronto a servir,
Mas faltaram os noivos para o casamento seguir!
[Ponte]
Ao fim de três dias encontraram-se num café,
Ela pediu uma bica, ele pediu galão com fé.
Olharam-se em silêncio e começaram a rir,
Porque nenhum dos dois sabia viver sem o outro existir.
[Refrão Final]
Ai, ai, agora é de vez,
Já remarcaram a boda umas vinte e três.
Mas a aldeia continua sem saber o que pensar,
Se desta vez os noivos vão mesmo aparecer para casar!
Ai, ai, que amor sem igual,
Mais confuso que um mapa e um boletim meteorológico nacional.
Vivem sem se entender, mas não se deixam largar,
Porque há amores malucos que nasceram para durar!