[Verso 1]
Quando o sol desperta sobre o mar,
Há um silêncio doce no ar.
As ondas beijam a areia devagar,
Como quem nunca se quer afastar.
Da Praia ao Mindelo vai a canção,
Levada pelo vento da emoção.
Na terra negra que o vulcão criou,
Nasceu um povo que o mundo encantou.
[Refrão]
Ô Cabo Verde, morabeza sem fim,
Cada ilha tem um pedaço de mim.
No batuque da vida, na morna do coração,
Levo-te comigo em qualquer direção.
Praias de azul, céu cor de anil,
És o mais belo jardim do Atlântico gentil.
E as mulheres cabo-verdianas, de rara formosura,
Têm no olhar o mar e na alma a doçura.
[Verso 2]
Santo Antão veste o verde da esperança,
O Fogo guarda a força da lembrança.
Sal e Boa Vista, areia sem igual,
Brava e Maio, beleza natural.
São Nicolau, Santiago e São Vicente,
Vivem na alma de toda a gente.
Quem chega um dia para te conhecer,
Leva saudades até morrer.
[Ponte]
Quando a noite abraça o oceano,
Escuta-se uma morna ao piano.
É Cesária que parece cantar,
Que Cabo Verde nasceu para amar.
[Refrão Final]
Ô Cabo Verde, estrela sobre o mar,
És um sonho difícil de explicar.
Na tua morabeza encontrei calor,
No teu povo sincero descobri o amor.
Terra pretu, mar azúl sem igual,
Bu é un poema eterno e natural.
Enkantu teni saudadi y un violão a toka,
Bu nómi, Cabo Verde, nunka mi ta dexá de kanta.