[Verso 1]
Chega o verão, o sol vem sorrir,
E o coração começa a partir,
De França, da Suíça, do Luxemburgo também,
Milhares de portugueses voltam à terra-mãe.
As malas cheias de sonhos e emoção,
Quilómetros e quilómetros na mesma direção,
A ansiedade cresce a cada sinal,
Porque todos os caminhos vão dar a Portugal.
[Pré-Refrão]
E a saudade que o ano inteiro apertou,
Vai-se embora quando a família abraçou,
Um sorriso, uma lágrima, um beijo sem igual,
Não há lugar no mundo como Portugal.
[Refrão]
Julho e agosto, meses de alegria,
De lágrimas sentidas e de partilha,
Do norte ao centro, do sul ao litoral,
Todos os caminhos vão dar a Portugal.
As festas da aldeia vestidas de cor,
Cheias de música, tradição e amor,
E quando a concertina começa a tocar,
Até o coração se põe a dançar.
[Verso 2]
O vinho transborda da caneca sem fim,
Entre brindes e histórias contadas assim,
Cheira a chouriça assada no ar da noite,
A churros e farturas em cada arraial.
As luzes brilham por toda a povoação,
Há foguetes a rasgar a escuridão,
E os amigos de infância voltam a encontrar-se,
Como se o tempo nunca tivesse ousado separar-se.
[Refrão]
Julho e agosto, meses de alegria,
De lágrimas sentidas e de partilha,
Do norte ao centro, do sul ao litoral,
Todos os caminhos vão dar a Portugal.
As festas da aldeia vestidas de cor,
Cheias de música, tradição e amor,
E quando a concertina começa a tocar,
Até o coração se põe a dançar.
[Ponte]
Dias quentes nas praias junto ao mar,
Água salgada na pele a secar,
Os risos das crianças, o pôr do sol dourado,
Momentos simples que ficam guardados.
À mesa junta-se toda a família,
Entre abraços, memórias e alegria,
Porque o tempo passa depressa demais,
Quando estamos junto dos nossos pais.
[Último Refrão]
Julho e agosto, meses de emoção,
Que aquecem a alma e o coração,
Mas setembro chega sem avisar,
E outra vez é tempo de voltar.
Fica uma lágrima no olhar final,
Um adeus apertado junto ao portal,
Mas a esperança nunca se vai embora,
Porque Portugal espera por nós a toda a hora.
[Final]
E quando a estrada voltar a chamar,
E a saudade novamente apertar,
Guardamos no peito este amor sem igual,
Até ao próximo ano... Portugal.