A vidente do Grover faz anos, escuta o chão a cantar,
Todos os seres mágicos do bosque
reúnem-se à volta da fogueira ancestral.
Runas ardem na madeira, o vento traz profecias,
Esta noite não é comum,
é marcada por antigas harmonias.
Façam soar os tambores e as flautas,
ecoem pelos vales sem fim,
Melodias que contam histórias de encantar,
escritas no tempo antes de mim.
Ergue-te, SEER, rainha da noite mágica,
Sob a lua negra do Grover a brilhar,
Convidem os espíritos de guerreiros ancestrais
Para prestar vassalagem, para jurar e guardar.
Ergue-te, SEER, chama eterna no véu,
Entre mundos, entre o inferno e o céu.
Que o hidromel aqueça as almas
na noite fria do Grover esquecido,
Corações batem como martelos,
cada passo é um destino esculpido.
Sombras dançam entre árvores antigas,
corvos traçam círculos no ar,
É o bosque inteiro em celebração,
ninguém dorme, ninguém vai negar.
O fogo crepita nomes antigos,
juramentos feitos em sangue e luar,
A profecia cumpre-se esta noite,
ninguém ousa duvidar.
Ergue-te, SEER, rainha da noite mágica,
Que os sinos do além venham soar,
Convidem os espíritos de guerreiros ancestrais
Para ajoelhar, proteger e lutar.
Ergue-te, SEER, voz do destino traçado,
O bosque vive e respira a teu lado.
Que todos os anjos caídos se levantem de novo,
Das cinzas, do pó e da dor,
E velem pelo teu bem-estar,
Guardando-te com lâmina e amor.
Que a noite te seja leve,
Que o amanhã não te tema,
Pois onde caminha a SEER,
O caos curva-se ao poema.
Ergue-te, SEER, senhora do véu noturno,
O Grover canta o teu nome em fúria e paz,
Esta não é só uma data no tempo,
É o dia em que o mito renasce outra vez.
Tambores cessam, o fogo dorme,
Mas a lenda fica a arder,
Enquanto houver bosque, lua e destino…
Haverá canções para a SEER