Broken veins sing empire’s ruin.
Cannons, parliaments, shadows of trade.
The Atlantic is a wound disguised as water,
ships dragging bodies,
coins dripping red rust.
Suffering is not poetry,
it’s the map of hunger carved into skin.
In every revolution,
kings bleed ink on decrees,
peasants bleed silence.
History eats its own children,
and the century of lights burns like wax,
melting faster than prayers.
Pain becomes border,
border becomes prison.
And the anthem of nations is nothing
but the sound of boots
crushing yesterday’s screams.
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II – Désespoir (French / 18e siècle jusqu’à l’abîme)
Désespoir d’une couronne perdue,
châteaux en flammes,
les routes pavées de cadavres anonymes.
La philosophie promettait la clarté,
mais la clarté aveugle comme le soleil au désert.
Rois décapités,
mais les chaînes restent.
La Révolution danse,
mais les tambours couvrent les cris des pauvres.
Les cartes brûlées dessinent de nouveaux empires,
toujours les mêmes griffes,
toujours les mêmes mensonges.
Désespoir est un mot ancien,
mais il pousse comme herbe dans les ruines.
Chaque traité signé efface un peuple.
Chaque drapeau planté efface une mémoire.
Et l’Europe, ivre de conquêtes,
projette son ombre jusqu’au bout du monde.
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III – Esperança (Português / do pó nascer)
Entre ruínas nasce o grito.
O grito é menor que a bala,
mas maior que o silêncio.
Esperança é teimosia:
na favela que ergue escolas de barro,
no camponês que planta em solo salgado,
na mulher que canta para que o filho não esqueça seu nome.
Século após século,
os impérios caem e voltam a se erguer,
mas ainda há mãos que colhem luz
onde tudo é cinza.
Ainda há fogo em olhos cansados,
mesmo quando o mapa se rasga em novas guerras.
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IV – Beyond (what cannot be known)
E então o tempo avança para além do possível.
A cartografia perde contornos,
o planeta se curva em silêncio,
e o futuro deixa de ser promessa.
Ninguém sabe o que vem:
se a máquina herdará o sangue,
se o céu cairá em cinzas,
se os oceanos beberão nossas cidades.
O que não pode ser sabido
é mais pesado do que a verdade.
É o buraco negro onde a esperança cai,
sem eco, sem retorno.
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Coda – Desesperança
Broken veins,
désespoir éternel,
esperança traída.
No final, não resta hino,
não resta fé,
não resta nada.
A esperança é só outro império —
e como todos os impérios,
ela também cai.