[Intro – guitarra limpa, notas espaçadas, ambiente sombrio]
Tem noites que o mundo é só silêncio…
E a alma parece gritar sozinha.
[Verso 1]
Desde cedo eu aprendi a calar
Ouvia tudo, mas não podia falar
Palavras presas na garganta
Medo do mundo que me espanta
Caminhando sozinho entre multidão
Ninguém enxergava meu coração
Eu sentia o peso do que não disse
E o vazio respondia com cicatriz
[Verso 2]
Olhos atentos, mas ninguém viu
Que eu cresci entre o frio e o frio
Aprendi a sobreviver em silêncio
Cada passo era medo e suspense
A dor era minha única amiga
E o mundo não perdoava a fadiga
Mas algo insistia em permanecer
Uma luz pequena querendo renascer
[Pré-Refrão]
E na noite eu cantava pra ninguém
Notas soltas, tentando conter
A tempestade que morava em mim
O silêncio que gritava assim
[Refrão]
Sou filho do silêncio, mas eu aprendi
Que a voz não precisa sair pra existir
Mesmo perdido, mesmo sem direção
Ainda há fogo dentro do coração
Cada nota que ecoa na escuridão
É oração, é redenção
Mesmo quando ninguém quer ouvir
Ainda posso cantar e persistir
[Verso 3]
Um dia, a fé tocou minha mão
Quando achei que não havia solução
Não foi milagre nem som de trombeta
Foi a presença que a vida me afeta
Agora eu sei que não estou sozinho
Mesmo que o mundo pareça desatino
O silêncio não é fraqueza ou prisão
É o espaço onde nasce a canção
[Ponte – instrumental suave, guitarra chorando]
Se Deus escuta o que ninguém escuta
Se a esperança vem quando tudo luta
Então eu posso continuar
Mesmo quando o mundo quer me calar
[Refrão Final – mais intenso]
Sou filho do silêncio, mas eu aprendi
Que a voz não precisa sair pra existir
Mesmo perdido, mesmo sem direção
Ainda há fogo dentro do coração
Cada nota que ecoa na escuridão
É oração, é redenção
Mesmo quando ninguém quer ouvir
Ainda posso cantar e persistir
[Outro – guitarra lenta, notas longas]
No fim, o silêncio não me derrota
Ele me ensina a força que brota
E se alguém precisar ouvir minha canção
O Filho do Silêncio responderá com paixão
[Solo curto guitarra leve]