Yeah…
O tempo passa, mas há coisas que não mudam
O spot já não é o mesmo… mas eu tô de volta
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Voltei ao mesmo chão, já não piso igual
Cabeça erguida, mas o peso é real
Olho pró pinhal, lembro os tempos de brasa
Agora é menos fumo e mais fogo na casa
Os mesmos manos, mas com mente diferente
Já não falamos tanto, mas o vínculo é presente
Tô de volta, mas não como quem se perdeu
Voltei sabendo que a rua nunca esqueceu
Lembro a cave da obra, mesa feita com tijolo
Hoje a vida é outra, mas o respeito é o mesmo ouro
E se achavam que a crew se perdeu no tempo
A gente só cresceu, mano, nunca fomos vento
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Refrão:
Tô de volta, sem pedir licença
Mesmo com feridas, trago a presença
Levo a história na minha consciência
Dos que tavam lá na ausência
Tô de volta, mas não voltei igual
A alma é crua, mas o plano é real
Nunca largámos, só demos espaço
Hoje é menos grito, mais traço
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Celso na mesma, com cartas na mão
Luís ainda dança com o copo na mão
Tiago tranquilo, a ligação mantém-se
Sempre ali firme, mesmo quando o mundo mexe
O Artur... ainda com sede de rua
Diz que vai parar, mas o copo continua
E o Vítor entre brindes e sons na mente
É dos que tu olhas e vês: tá presente
E o Eurico? Sempre pronto pra missão
Mesmo calado, era parte da fundação
Esses nomes não são só passado
São pilar do presente, é sagrado
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Refrão (reentra com mais peso):
Tô de volta, sem pedir licença
Mesmo com feridas, trago a presença
Levo a história na minha consciência
Dos que tavam lá na ausência
Tô de volta, mas não voltei igual
A alma é crua, mas o plano é real
Nunca largámos, só demos espaço
Hoje é menos grito, mais traço
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Final:
Voltar não é fraqueza, é reconhecer
Que há raízes que tu não consegues esquecer
De volta não ao sítio…
Mas ao valor que isso tinha
De volta com os meus,
De volta com firmeza…
De volta com cabeça.