[Intro]
Ya
Isto não é pra meninos
Isto é lama, dor e crime
Saído do abismo com sangue nos olhos
Oluap, caralho
[Verso 1]
Mão do abismo puxa cabrões pelo colarinho
Vi muita boca larga virar santinho
Lá em baixo é frio, mas aprendi a lidar
Cuspi na morte e pus o medo a chorar
Tô no beat como um cão raivoso
Fodo essa merda tipo puta no pescoço
Ninguém me deu nada, foda-se a sorte
Cavei caminho com punhos e com a morte
Tás a brincar com tropas sem lei
Que metem-te a dormir antes do break
Becos escuros, deals na mão
Um olho no bolso, outro no cão
[Refrão]
Mão do abismo, vim sujo e real
Não brinques comigo, sou animal
Fodo a indústria com flow marginal
Oluap no mic, racha tudo, é brutal
Mão do abismo, olho no abate
Cheio de ódio, fome e combate
Se tentas subir, eu puxo-te abaixo
Tipo a mão roxa a sair do caixão
[Verso 2]
Olha pro beat como se fosse a tua gaja
Vou montar essa merda até que ela se racha
Levo o mic como se fosse faca
Corto tua crew tipo cena macabra
Bebo do copo onde muitos caíram
Cuspo no prato onde muitos fingiram
Mão no gatilho, mente no escuro
No meu caderno só versos impuros
Tô farto de fodas com rimas fofinhas
Drill é guerra, e eu trago as linhas
Brutos, sujos, sem compaixão
Estás na net a ladrar, mas vivo no chão
[Refrão]
Mão do abismo, vim sujo e real
Não brinques comigo, sou animal
Fodo a indústria com flow marginal
Oluap no mic, racha tudo, é brutal
Mão do abismo, olho no abate
Cheio de ódio, fome e combate
Se tentas subir, eu puxo-te abaixo
Tipo a mão roxa a sair do caixão
[Outro]
Agora que subi, ninguém me pára
Cuspo barras mais sujas que vara
Se és falso, mano, nem respires
Mão do abismo — puxo-te sem avisos
Oluap, foda-se
Drill sujo, real — Portugal
Vai tomar no cu com essa paz toda
Aqui é guerra!