[Intro]
Foda-se pá...
Já chega desta merda.
Puta que pariu o sistema inteiro.
Tão todos a mamar… e o povo a morrer à míngua.
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[Verso 1]
Foda-se, não aguento mais esta podridão,
Presidente a rir enquanto o país cai no chão.
Primeiro-ministro que nem fala direito,
Fode as palavras como fode o direito.
Diz “achovas” com peito, sem saber o sabor,
Mas sabe onde mamar sem levantar calor.
Filhos da puta com garfo de prata,
E nós com dívidas até à última data.
Pagamos a crise, pagamos a banca
Eles vivem de luxo e mandam branca
Não há justiça — só capa e teatro,
O povo sangra, eles brindam no prato.
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[Refrão]
Puta que pariu o sistema, caralho!
Tão todos lá em cima a viver no atalho.
O bairro em chamas e eles de férias no Dubai,
Foda-se, acordem, isto já não vai!
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[Verso 2]
Democracia? Uma puta mal vestida,
Que dá o cu sempre à mesma batida.
Marcelo sorri, o avô da propaganda,
Mas esconde a cara quando a rua manda.
Costa com ar de chefe inteligente,
Mas tropeça no bolso, como um delinquente.
Tachos e esquemas, contratos à mão,
Assinam com caneta banhada em corrupção.
É tanto roubo que já nem há revolta,
Só mães a chorar quando a renda se solta.
Já é rotina ver o povo sem chão,
Com o estômago vazio e raiva na mão.
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[Verso 3]
Estamos à beira do rebentamento,
Portugal só aguenta com cimento e lamento.
Eles no parlamento com risos e palmas,
E nós nas filas com fome nas almas.
Mostram bandeiras, discursos a fingir,
Mas é tudo mentira, só querem fugir.
Caguei no palácio, na farsa e no alarme,
Quero ver um ministro preso no seu próprio charme.
E se for pra berrar, eu berro com tudo:
Fodam-se todos, um por um, sem escudo.
Tamos cá em baixo, a ser carne no prato,
E eles lá em cima, a mijar no contrato.
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[Verso 4]
No Parlamento falam alto, mas pensam baixo,
Discursam pra likes — o povo leva no encaixe.
Deputado é actor, bancada é novela,
E a verdade morre logo que alguém se revela.
Votam leis como quem troca de cueca,
E cagam no povo que vive com seca.
Mandam discursos com ar de doutores,
Mas vendem o país por jantares e favores.
“Serviço público” é piada que já fede,
Só servem a banca, a maçonaria e a sede.
Se protestas, és populista e atrasado,
Mas eles assinam cheques no recato.
Cadeiras forradas, negócios por trás,
Contratos de milhões feitos em bares e spas.
Dizem que lutam por justiça e moral,
Mas não passam de ratos num circo legal.
Comissões, ajustes, tudo bem embrulhado,
Com selo do Estado, e crime bem premiado.
Falam de ética, mas a alma é de cimento,
E cada voto deles custa mais sofrimento.
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[Refrão]
Puta que pariu o sistema, caralho!
Tão todos lá em cima a viver no atalho.
O bairro em chamas e eles de férias no Dubai,
Foda-se, acordem, isto já não vai!
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[Verso Final]
Não sou mais um na fila a baixar a cabeça,
Sou verbo afiado, sou rua que não se esqueça.
E enquanto houver miséria e mentira no ar,
Eu vou cuspir verdades até o beat rebentar.