Ummm… ummm…
Ummm… ummm…
[Verso 1]
Criança sem medo,
todos gritavam ao ver,
corria descalça na rua,
sem saber o que era perder.
Não conhecia o perigo,
nem o peso da dor,
só o vento no rosto
e o sal do mar no suor.
[Verso 2]
Mas o medo cresceu com os anos,
veio em vozes a sussurrar,
palavras duras, veneno,
tentando me fazer parar.
Mesmo assim, criança ferida,
aprendi a me levantar,
com o peito cheio de coragem
e os punhos prontos pra lutar.
[Refrão]
Sem medo, sem medo,
lutei contra o céu e o chão,
Vila do Conde foste meu lugar,
meu abrigo, minha prisão.
Sem medo, sem medo,
contra a corrente do mar,
Caxinas, vila da alma,
foi lá que aprendi a nadar.
[Verso 3]
Lutar contra a força da água,
contra a altura e o vendaval,
cada onda era um desafio,
cada queda, um sinal.
O mar não perdoa fracos,
mas ensina a resistir,
quem nasce à beira dele
aprende cedo a persistir.
[Verso 4]
Vila nossa, vila dura,
de mãos calejadas e fé,
onde o choro vira força
e ninguém cai sem ficar de pé.
Nadando contra o mar bravo,
sem nunca olhar pra trás,
carreguei o nome das Caxinas
como cruz e como paz.
[Refrão]
Sem medo, sem medo,
gritava meu coração,
Vila do Conde no sangue,
Caxinas na respiração.
Sem medo, sem medo,
mesmo quando tudo dói,
quem aprende a nadar no mar
não se afoga no que destrói.
[Outro]
Ummm… ummm…
criança sem medo ainda vive em mim,
nadando contra o mar da vida
até chegar ao fim.