Hhhhh hmmmmm ummm caxinas nossas
Caxinas nasce onde o sal dói na pele,
Onde o vento aprende a rezar.
Homens partem cedo, olhar que não treme,
Sabem que o mar pode não perdoar.
Redes nas mãos, promessas no peito,
Uma mulher fica a esperar.
Cada saída é um ato de respeito,
Cada regresso é voltar a acreditar.
Pré-Refrão
Quando a noite cai sobre o farol,
Há nomes que o mar não devolveu.
Mas vivem na fé, vivem no sol,
Vivem em nós… não morreram, não.
Refrão
Caxinas, terra de mar e fé,
Cruzes viradas para o céu.
Um barco de dor que também é pé,
De esperança dos homens do mar fiel.
Caxinas, silêncio que sabe falar,
Quem partiu nunca se foi em vão.
O mar levou corpos, não levou o amar,
Ficou a memória no coração.
Verso 2
Metade do barco, feito de cruz,
Carrega histórias sem voz.
Cada madeira é um nome que luz,
Cada ausência ainda vive em nós.
O mar não é vilão, nem é irmão,
É destino que não se explica.
Mas a fé dessa população
É âncora firme que nunca se quebra.
Pré-Refrão
Mesmo quando o grito não saiu,
Mesmo quando o barco não voltou,
A comunidade nunca caiu,
Foi a fé que sempre segurou.
Refrão
Caxinas, terra de mar e fé,
Pescadores feitos de sal.
Entre o medo e o que Deus quiser,
Seguem firmes contra o temporal.
Caxinas, promessa no olhar,
Cada cruz é um nome a brilhar.
Quem o mar levou pra nunca mais voltar,
Aqui vive… ninguém vai apagar.
Ponte
Oh mar… respeita quem te enfrenta,
Oh vento… leva só a oração.
Se a vida no mar é luta lenta,
A fé é eterna proteção.
Refrão Final (mais forte)
Caxinas, terra de mar e fé,
Não há morte quando há lembrar.
Enquanto existir quem reze em pé,
Os homens do mar vão sempre voltar.
Caxinas…
Terra que o mar não venceu.
Outro
Ummm… uhhh…
O mar chama…
E Caxinas responde com fé. No coração