(Kalunga Chama Meu Nome)
(Canção inspirada na espiritualidade Banto e na Umbanda)
[Intro]
Ê malembe, malembe ê... Nzambi olha do infinito... Ê malembe, malembe ê... Aruanda canta bonito...
[Verso I]
Quando o tambor falou na mata, o vento levou meu clamor. O rio contou aos ancestrais os segredos do meu amor.
Nas folhas mora o mistério, na terra pulsa o coração. Cada passo deixa uma história gravada na criação.
Vejo os velhos junto ao fogo, escutando a noite passar. Suas vozes são como estrelas que nunca deixam de guiar.
[Pré-Refrão]
E quando a tristeza vem, eu lembro quem veio antes de mim. Pois quem honra sua raiz nunca conhece o fim.
[Refrão]
Kalunga chama meu nome, nas águas da eternidade. Nzambi acende meu caminho, com força, fé e verdade.
Angola vive no canto, Congo vive no tambor. Os ancestrais caminham comigo, abençoando meu valor.
Ê malembe, malembe ê... Aruanda vem me abraçar. Ê malembe, malembe ê... Minha alma quer cantar.
[Verso II]
No terreiro gira a vida, como a lua sobre o mar. Cada ponto abre caminhos que o coração pode escutar.
Os Pretos-Velhos ensinam que a sabedoria é servir. A força mora na humildade, na coragem de prosseguir.
Os Caboclos guardam a mata, onde a cura floresceu. E a voz dos antigos espíritos recorda quem sou eu.
[Ponte]
Sou filho da terra sagrada, do tambor e da oração. Do invisível que sustenta os pilares da criação.
Nem o tempo apaga a memória, nem a distância desfaz. Pois quem carrega os ancestrais leva consigo a paz.
[Refrão Final]
Kalunga chama meu nome, nas águas da eternidade. Nzambi acende meu caminho, com força, fé e verdade.
Angola vive no canto, Congo vive no tambor. Os ancestrais caminham comigo, abençoando meu valor.
Ê malembe, malembe ê... Que a luz venha clarear. Ê malembe, malembe ê... Meu povo voltou a cantar.
[Final]
No batuque da madrugada, ouço o mundo respirar. Nzambi vive em toda vida... e Kalunga é o grande mar.