(Chamados das Almas Perdidas)
(Umbanda • Afro • Ponto Moderno • Profunda)
[Intro – Rezo]
Ôôô... Saravá... Saravá quem caiu e quer voltar... Saravá quem se perdeu no caminhar... Os tambores estão chamando... As estrelas estão chamando...
[Verso 1]
Eu ouvi teu nome no vento da mata, ecoando entre mundos sem direção. Vi tua luz escondida na fumaça, presa nas feridas do coração.
Quantas vidas andando sem destino, quantos sonhos deixados pelo chão. Mas a Mãe das Águas ainda te procura, e o Pai da Mata estende sua mão.
[Pré-Refrão]
Ninguém nasceu para viver perdido, ninguém nasceu para esquecer quem é. Existe um fogo guardado na alma, esperando voltar pela fé.
[Refrão]
Volta, alma! Volta pro teu lugar! O tambor da Umbanda veio te despertar!
Volta, alma! Teu povo vai cantar! Das sombras da estrada pro teu brilho voltar!
Êêê... volta! Êêê... volta! Orixá te chama pra caminhar!
[Verso 2]
Tem pedaços teus nos rios antigos, nos amores, nas dores e na ancestralidade. Tem fragmentos dançando entre os tempos, esperando reencontrar a verdade.
Caboclos acendem fogueiras sagradas, Pretos-Velhos rezam com devoção. E as Crianças espalham suas estrelas pelos caminhos da reconstrução.
[Ponte]
Se tua força ficou no passado, se teu canto se perdeu na escuridão, escuta agora o toque dos atabaques, escuta o chamado do coração.
Oxalá sopra o branco da cura, Oxum lava a tristeza no rio. Ogum abre as estradas fechadas, e Iansã leva embora o vazio.
[Grande Refrão]
Volta, alma! Volta pro teu lugar! O tambor da Umbanda veio te despertar!
Volta, alma! Teu povo vai cantar! Das sombras da estrada pro teu brilho voltar!
Volta, alma! Volta sem medo de ser! Teu nome está escrito nas estrelas do amanhecer!
[Final – Canto de Encerramento]
Toda alma perdida tem caminho. Toda lágrima encontra o mar. Toda centelha retorna ao fogo. Toda semente volta a brotar.
Ôôô... Saravá quem voltou pra si. Saravá quem lembrou quem é.
Que os tambores ecoem pelos mundos... Chamando todas as almas para casa...
Volta, alma... Volta... Volta...