[Intro]
Yeah, OLUAP
Tipo arte viva — bairro style
(shhh… skrrt… ahn)
Lisboa à vista, pincel sujo de rua
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[Verso 1]
Tou tipo quadro — mas nada emoldura (brrr)
Realismo sujo, a tinta é dura (tss)
Olhos parados, mente que flutua
Silêncio fala mais alto na rua (shhh)
Lisboa em fundo, passo sem pressa
T-shirt branca, mas alma tensa (skrrt)
Tipo Monalisa no meio da peça
Ninguém me decifra — não sou promessa
Caminho com peso — mas nem me vergas
Rimo com nó na garganta — cenas que carregas
Vida cinzenta, mente desperta
Tipo arte no beco — ninguém acerta (ahn)
Putos na esquina a pintar revolta
Lata na mão, e a city volta (shhh)
Bairro é escola — mas sem conforto
Graduado em dor, sem passaporte
Não sou boneco — nem personagem (brrr)
Sou traço vivo, rua é linguagem
Grafismo na tee — mas nada é trend
Cada verso meu é tipo dead end
Tipo museu no meio do caos
Entre cimento e sonhos maus (tss)
Ninguém sorri, mas a cena fala
Tipo Monalisa com lágrima rala (skrrt)
Shhh… silêncio é punchline crua
Cada linha minha é voz da rua
Face serena, alma partida
Arte escondida, cena sentida
Códigos no beat, flow de pintor
Não uso paleta — só dor e amor
Real até ao osso — sem verniz
Tipo obra-prima sem cicatriz (brrr)
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[Verso 2]
Ando no cinza, mas vejo a cor (shhh)
Mesmo com dor, faço disto flor (brrr)
Não peço aplauso, nem favor
Só respeito quando largo vapor (skrrt)
Becos com história, blocos sem nome
Graffiti por cima do betão com fome
Arte no muro, sangue na palma
Coração pesado, voz com calma
Gritos no olhar, ninguém traduz
Mas leem a alma se olharem p’ra luz
Sigo de frente, mesmo entre os vultos
Bairro no peito — entre sons ocultos (tss)
Putos que dançam com corda no pulso
Pena suspensa, mas seguem impulso
Eu sou a tela no meio do nevoeiro
Verso sincero, rascunho inteiro
Tinta que escorre da cara cansada
Rimo a verdade — não digo nada
Mas cada linha tem ferida aberta
Tipo retrato na parede certa (shhh...)
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[Verso 3]
Não me pintes com a tua visão
Sou traço torto, mas sou missão (brrr)
Rimo sem filtro, com precisão
Tipo artista em contradição
Cenas que guardo não vão em beat
Mas deixo sinais em cada feat
Monalisa de hoodie — rosto indecifrável
Olhos no chão, mas mente imparável (skrrt)
Street é museu onde o tempo falha
Mas cada passo meu desenha a batalha
Cada “shhh” é um grito que engoli
Cada verso é mais um que não fugi
Lisboa suja — mas também divina
Moldada a fogo, sem disciplina
Cultura no asfalto, arte sem lei
Se isto é um quadro — fui eu que pintei (tss)
Caminho na brisa, mas levo o trovão
Tipo spray na mão, com visão
OLUAP no traço — cravado no beat
Tipo Monalisa — sem rótulo ou kit (brrr…)
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[Outro – falado, sussurrado]
Não é pose... é vivência
Não é boneco... é essência
Tipo Monalisa…
No bairro ninguém sorri à toa
(shhh… fim da exposição)