[VOICE 1: RIKO]
Yeah, vim do bairro, sem pressa no passo
Nunca fui de show, mas levo o compasso
Peito fechado, cabeça no espaço
Eles querem fama, eu quero o meu espaço
Fui moldado pelo frio da zona
Onde a vida ensina, sem dar diploma
Cada esquina é teste, cada rua tem lei
Mas eu sigo firme, nunca fui rei
Falo com calma, mas o tom é sério
Falsos falam muito, eu nem considero
Troco promessas por movimento
Eles tão no story, eu tô no cimento
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[VOICE 2: OLUAP]
Cresci a ver tudo e a dizer pouco
Mas meto nas barras o peso do sufoco
Falam de vida que nunca viveram
Nós vivemos cenas que nem perceberam
Cada linha minha vem com intenção
Não falo por cima, falo com razão
Sou da margem, onde tudo é direto
Tropa que anda no risco certo
Não dou palco a quem nunca fez nada
Só falam de rua com voz ensaiada
O beat bate, a letra é sincera
Tuga Drill, da nova era
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[VOICE 1: RIKO]
Tô a ver putos a brincar com o nome
A pensar que a net dá respeito e fome
Mas na minha zona isso não cola
Aqui ou és firme, ou a vida te enrola
Vi muito puto a cair no jogo
Por querer viver tudo num fogo
Mas eu fui mais frio, fui mais atento
Hoje meto verdades dentro do tempo
A rua ensinou-me a andar calado
Com olho na frente e o pé bem plantado
Ninguém me deu nada, conquistei tudo
Com rimas reais e silêncio rudo
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[VOICE 2: OLUAP]
Não falo de Glock, nem de faca na cinta
Mas a minha palavra é tipo tinta
Fica marcada, não sai com o tempo
Drill português, com o meu fundamento
Cultura de rua, mas com visão
Não é só som, é revolução
Papel, caneta, beat a bater
Faço da minha dor o que tens de ouvir
Não preciso de pose nem bling
Tenho verdades que fazem ring
O mundo ouve, mas poucos entendem
Riko e Oluap, versos que prendem
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[VOICE 1: RIKO – Outro]
Isto não é filme, nem vida fake
É sangue, suor e cada mistake
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[VOICE 2: OLUAP – Outro]
Dois caminhos, dois timbres, uma missão
Drill tuga real, sem invenção