[Intro]
Sou carta fora do baralho, mas dou sempre jogo
Copas no nome, mas deixo corações em fogo
Olhos na mesa, mas mente no topo
Puxo a dama se o jogo ficar louco
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[Verso 1]
Sou rei no beat, rainha nem vê-la
Mas dou mate em dois tempos, dama na cela
Dou-te linhas que cortam — barbearia acesa
Cada punch meu vale mais que a tua mesa
Jogo de espelhos, o ego reflete
Mas eu sou truque novo no baralho obsoleto
Falo em códigos, cifro o dialecto
Quem tenta decifrar, tropeça no teto
Não sou paus, mas dou-te na cara
Não sou ouros, mas brilho na cara
Drill com sentido, não é só pancada
Mas se vierem tortos, é cena cerrada
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[Refrão]
Rei de Copas — baralho virado
Drip é discreto, mas o som é pesado
Copas no nome, mas jogo à espada
Cada linha é um corte, cada beat é facada
Rei de Copas — sem trono dourado
Mas mando no jogo com flow calculado
Dama não manda, mas fica ao meu lado
Sou naipe solto — nunca fui dobrado
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[Verso 2]
Rimas com peso, tipo copo de gelo
Flow tão sujo que escorrega no azulejo
Não sou rapper, sou engenheiro de texto
Faço trocadilho que vira pretexto
Chamas-me rei? Eu assino a sentença
Rimo de graça, mas cobro a presença
Falam demais, mas sem consequência
Tanta punchline, parece sentença
Rebento o beat, mas não sou bombista
Só que cada verso deixa pista
Dou-te com copas, mas sou realista
E o teu naipe inteiro parece revista
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[Verso 3]
Palavras viram lâminas, tipo katana
Piso no beat com peso de grua
Copas no nome, mas o baralho é rua
Se eles são deck, eu sou a estrutura
Rei por instinto, não por herança
Rimo tão certo que a dúvida cansa
Com tanta linha, parece lancha
Flutuo no som, mas a lírica dança
Não sou joker, mas rio no fim
Jogo com regras que invento por mim
Bato no beat como em tamborim
E deixo o silêncio a soar como som do fim
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[Refrão]
Rei de Copas — baralho virado
Drip é discreto, mas o som é pesado
Copas no nome, mas jogo à espada
Cada linha é um corte, cada beat é facada
Rei de Copas — sem trono dourado
Mas mando no jogo com flow calculado
Dama não manda, mas fica ao meu lado
Sou naipe solto — nunca fui dobrado
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[Verso Final]
Sou o corte no naipe, o erro no código
O beat vira vítima, eu fico sólido
Palavras de chumbo, delivery lógico
Tanta barra que pareço zoológico
Diz que é rei? Só se for do bluff
No meu tabuleiro, não jogas enough
Linha atrás de linha, o teu som é fluff
No meu copo só cabe quem aguenta o rough