Ummmm… ummmm…
Cheff, lembra-te bem desse dia
Ficou marcado na minha memória
Pensaste que eu era fraco, pequeno, sem voz
Mas dentro de mim já ardia outra história
Aproximaste-te com raiva na mão
Sem respeito, sem pedir perdão
Meteste-me a mão, achaste que eu caía
Mas esqueceste que o chão também ensina
Teu corpo foi parar ao chão frio
O tempo parou, ouviu-se o vazio
Nos teus olhos vi o medo nascer
O mesmo medo que me tentaste fazer viver
Tremeste de medo, as pernas falharam
As palavras morreram, os risos calaram
Procuravas forças pra te levantar
Mas a honra perdida não te quis ajudar
Vi-te no chão sem nome nem rei
Sem coragem pra enfrentar a lei
Vieste contra mim sem honra, sem vergonha
O teu orgulho afundou na lama
Sem orgulho no peito, sem homem no olhar
Ajoelhado como porco, sem saber gritar
Quem vive de humilhar, vive condenado
A cair sozinho, esquecido, derrotado
Eu aguentei calado muitas humilhações
Engoli insultos, segurei maldições
Mas chega um dia que a alma explode
E o fraco vira pedra que não se move
Pensaste que eu ia baixar a cabeça
Que a dor me partia, que eu desapareça
Mas cada ferida me fez crescer
Cada lágrima ensinou-me a vencer
Hoje caminho de pé, sem pedir favor
Carrego cicatrizes, não carrego terror
Quem bate sem honra perde o caminho
E morre sozinho no próprio espinho
Ummmm… ummmm…
Guarda bem essa lição no coração
O respeito não nasce da agressão
Quem pisa os outros pra se sentir maior
Um dia cai — e cai pior caaair simmmmm