Quando vejo na casinha
Meu velho carro empinado
É poleiro de galinha
Está todo estragado
Rodava pelos caminhos
Cantando bem afinado
Hoje fica caladinho
Com chumaços carunchados
Através deste meu rima
Eu faço comparação A juventude termina
Vai embora ilusão
Não livramos desta sina
Pois é a certa missão
Velho, é um carro em ruína
Cheio de recordação
O carro em sua estrada
Transportava alegria
Trazia coisa e levava No sol e na chuva fria
Eu só sei que a coisa é brava
Pois eu digo, quem diria Que o carro pra mim buscava
Esta triste poesia.