

Prompt / Lyrics
A nossa casa não é mais aquela casa meu Deus do céu como ficou diferente o lugarejo que eu mais adorava já nem parece aquele lugar da gente cadê meus manos que deixei todos pequenos já cresceram e aqui não vivem mais foram embora viver em outros terrenos aqui nascemos com destinos desiguais Mangueira velha espelho da Saudade acolhedora com a sua sombra amiga suas raízes condenada pela idade já desfolhada toda cheia de formiga Abacateiro bem pertinho da janela da varanda de mamãe torrar café era pousada das Garrinchas tagarela apodrecido mostra vida como é o pé de amora a morada dos assanhaços Dos periquitos cardeais e azulão está caído transformado em pedaço Desfalecido consumado pelo chão Voltei para matar minha saudade Me machuquei com os calos dessa vida o tempo fere castiga sem piedade era meu lar essa tapera adormecida o tempo fere fura fundo do coração tem certeza que o tempo é covarde este poema escritor com emoção Entitulado seis versinhos de saudade
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Sertanejo raiz
2:35
No
3/18/2026