Meu cheff disse: “ninguém te quer”,
palavras jogadas como faca no ar.
Mas eu sei quem sou,
sei o meu valor,
não preciso de ninguém pra me validar.
Não sou posse, não sou objeto,
não pertenço a mão nenhuma.
Sou homem de verdade,
espinha direita,
consciência limpa,
luz que não se apaga, nem se afunda.
Meu cheff mentiu sem piscar,
construiu mentiras como quem constrói prisão.
Usou meu nome, sujou histórias,
só pra alimentar a própria ambição.
Mentiu pra minha prima,
falou veneno devagar.
Tentou separar duas vidas,
pra no meio do caos se encaixar.
Isso não é amor,
isso é vergonha.
Vergonha que marca,
vergonha que pesa.
Nunca se rouba a mulher de outro,
quem faz isso perde nome, perde mesa.
Homem que é homem respeita,
família não se toca,
não se trai, não se usa.
Quem brinca com sangue do mesmo sangue
um dia paga,
a verdade acusa.
Disse que eu não valia nada,
mas olha onde estou.
Continuo de pé,
sem baixar a cabeça,
enquanto a máscara dele já rachou.
Eu caminhei na dor,
engoli seco, calei grito, segurei o chão.
Mas silêncio demais vira força,
e a força vira voz,
e a voz vira decisão.
Hoje falo claro, sem medo:
não aceito desrespeito nem humilhação.
Quem vive de mentira cai sozinho,
quem trai carrega a própria condenação.
Eu fico com a honra,
com o sono tranquilo,
com a verdade do meu lado.
Ele fica com a vergonha,
com os olhares tortos,
com o peso do que foi errado.
Ninguém me quis?
Mentira repetida não vira verdade.
Eu me quero, eu me respeito,
e isso basta pra minha liberdade.