[Verso 1]
Quatro da manhã
A rua parada
Janela embaçada
Café na mão
Todo mundo dorme
Casa apagada
Eu aqui fora
Ouvindo o chão
Folha que se mexe
Galho rangendo
Vento atravessando o meu jardim
Grilo conversando
Rio descendo
Parece que o mundo fala pra mim
[Refrão]
Música da floresta
Me cala
Me acalma
Me entrega ao pensar
Cada som que aparece
Me faz concentrar
Me faz respirar
Quando o mato canta perto de mim
Sinto que eu também tô vivo assim
[Verso 2]
Silêncio tão cheio
Nada atrapalha
Passo de passarinho corta o ar
Lua escondida atrás da telha
Só eu e o escuro a conversar
Longe um cachorro responde baixinho
Galho que despenca
Cai no tereréu
Até a gota d’água acha caminho
Contando segredo só pra mim e o céu
[Refrão]
Música da floresta
Me cala
Me acalma
Me entrega ao pensar
Cada som que aparece
Me faz concentrar
Me faz respirar
Quando o mato canta perto de mim
Sinto que eu também tô vivo assim
[Ponte]
Nessa hora ninguém me chama
Ninguém reclama (hey)
Só o som do mundo entrando em mim
Fecho os olhos
Deixo a mente ir descalça
E o tempo desacelera bem aqui
[Refrão]
Música da floresta
Me cala
Me acalma
Me entrega ao pensar
Cada som que aparece
Me faz concentrar
Me faz respirar
Quando o mato canta perto de mim
Sinto que eu também tô vivo assim