(Verso 1)
Lá vem ele, o herói da autoconfiança
Passo firme, mas sem muita segurança
O apelido veio de um erro de sorte
Um brim nevado que desafia a morte
O céu tá limpo, não tem nuvem no ar
Mas se ele sai, a chuva vem pra batizar.
(Refrão)
Ô, Calça Branca, cuidado com o degrau!
O mundo é um campo de força contra o seu visual
É molho de tomate, é graxa de portão
A lei de Murphy é o seu mestre de oração
Onde ele passa, o desastre faz a festa
E a mancha nova é o que sempre lhe resta.
(Verso 2)
Foi num encontro, todo trabalhado no estilo
Sentou na grama pra manter o sigilo
Não viu o aspersor que ligou de repente
Virou uma tela de arte decadente
Pediu um vinho pra tentar se acalmar
A taça voou antes de ele brindar.
(Ponte)
Ele não é bobo, é só um ímã de azar
O universo insiste em querer lhe testar
Já tentou preto, azul e marrom
Mas o branco é o palco do seu descompasso bom
Porque no fundo, entre um tropeço e uma queda
A risada dele é a única moeda.
(Refrão Final)
Ô, Calça Branca, cuidado com o degrau!
O mundo é um campo de força contra o seu visual
É lama de pneu, é caneta que estoura
A sua elegância dura menos de uma hora
Onde ele passa, o desastre faz a festa
E a mancha nova... é a marca que lhe resta.