[Intro – Falado]
É…
Cidade grande ensina do jeito mais cruel
Família ROYCE
Onde até o rádio chora…
[Verso 1]
No silêncio da noite eu escuto a cidade
Sirene vira canto, respeito vira verdade
Cresci vendo promessa morrer na calçada
Hoje eu falo por nós, pela família fechada
Bate no radinho, a resposta vem fria
Não é pressa, é vivência, é disciplina todo dia
Carro de luxo passa, mas não compra a mente
O passado cobra caro, o futuro mente
Vejo pi falando alto sem saber do peso
Nunca pisou no barro, nunca sentiu o medo
Aqui palavra é dívida, postura é lei
Se vacilar com a ROYCE, a rua cobra também
[Refrão]
Domina a cidade inteira, mas não perde a razão
Entre o luxo e a favela, mantém o coração
Se o rádio chama, é porque o tempo virou
Na cidade grande até o rádio chorou
[Verso 2]
Armas na letra é símbolo, não é exibição
É o reflexo da guerra que existe na nação
Enquanto uns vende alma por curtida e atenção
Nós fecha com a verdade, com visão e união
Carros importados, banco claro, vidro escuro
Mas a mente segue limpa, olho aberto pro futuro
Buscar em casa é pressão, metáfora do jogo
É o sistema cobrando quem brinca com o fogo
Já vi amigo virar nome gravado em mural
Já vi pi virar rei só por pagar de mal
Por isso eu falo pouco e observo demais
Na ROYCE quem fala alto geralmente cai
[Refrão]
Domina a cidade inteira, mas não perde a razão
Entre o luxo e a favela, mantém o coração
Se o rádio chama, é porque o tempo virou
Na cidade grande até o rádio chorou
[Verso 3]
Gibi na visão, Malévola no proceder
Gerência de elite ensinando a viver
Não é sobre crime, é sobre não ser refém
Do sistema que usa e descarta também
Se me chama de pi, eu sorrio calado
Já enterrei muito ego de falso blindado
A rua não perdoa, a rua não esquece
Aqui quem vive de cena nunca permanece
Trap consciente, não é só batida
É a trilha sonora da nossa vida
Se essa música tocar e o peito doer
É porque a verdade resolveu aparecer
[Outro – Falado]
Família ROYCE
Entre o luxo e a lama
Entre o rádio e o silêncio
Na cidade grande…
até Jesus chorou.