(Caboclo Pena Branca)
(Ponto de Umbanda • Toada Ancestral • Força da Mata Sagrada)
[Verso 1]
Nasceu no silêncio da mata fechada,
Onde a lua beijou a madrugada.
Filho do vento, guardião da floresta,
Traz a cura quando a alma protesta.
Seu passo é leve, mas forte é seu poder,
Faz a semente adormecida florescer.
No maracá ressoa a voz ancestral,
Chamando os filhos para o ritual.
[Pré-Refrão]
Quem tem medo entrega no chão,
Quem tem tristeza abre o coração.
Pois a mata conhece a verdade,
E transforma dor em liberdade.
[Refrão]
Okê Caboclo Pena Branca!
Saravá sua força encantada!
Vem da mata trazendo proteção,
Luz divina e renovação.
Okê Caboclo Pena Branca!
Guardião da floresta sagrada!
Com sua flecha de luz e amor,
Afasta a sombra e revela o valor.
[Verso 2]
Conhece os mistérios do rio e da serra,
Os segredos antigos da Mãe Terra.
Conversa com os pássaros ao amanhecer,
E ensina a alma a renascer.
Na fumaça da erva consagrada,
Toda demanda é desmanchada.
Seu olhar atravessa a ilusão,
E desperta a força do coração.
[Ponte]
Bate o tambor, gira o congá,
Seu canto ecoa no Juremá.
Folha sagrada, raiz e cipó,
Desfaz a tristeza, desfaz o nó.
Seu cocar brilha feito o luar,
Sua presença faz a fé despertar.
Nas correntezas do grande astral,
Conduz os filhos para o ideal.
[Refrão Final]
Okê Caboclo Pena Branca!
Senhor das matas encantadas!
Firma a gira com seu axé,
Fortalece nossa fé.
Okê Caboclo Pena Branca!
Mensageiro da natureza!
Que sua luz venha iluminar,
E os caminhos purificar.
[Finalização]
Das folhas verdes nasce a canção,
Do fogo sagrado vem a proteção.
E enquanto houver mata a respirar,
O Caboclo Pena Branca continuará a cantar.
Okê, Caboclo! Saravá Pena Branca! Saravá a força dos Caboclos!