(Verso 1)
No caminho da escola, vejo a realidade,
A pele negra traz a dor da desigualdade,
Salas sem luz, falta água no bebedouro,
Onde o saber não voa livremente, fica preso no escuro.
(Refrão)
Nas escolas do meu Brasil,
Quero ver a igualdade, quero ver um futuro gentil.
Quero ver o sonho de quem veio de longe,
Ter a chance, ter a voz, ser o que sempre foi.
(Verso 2)
A infraestrutura é fraca, mas o sonho é forte,
Na batalha do saber, a gente nunca recorre.
Não temos quadra, nem biblioteca na esquina,
Mas temos a alma firme e a mente que ilumina.
(Ponte)
E se as cotas são o chão, eu quero o céu,
Onde o conhecimento voa além do papel.
Sou pardo, sou negro, e aqui vou ficar,
A minha história ninguém vai apagar.
(Refrão)
Nas escolas do meu Brasil,
Quero ver a igualdade, quero ver um futuro gentil.
Quero ver o sonho de quem veio de longe,
Ter a chance, ter a voz, ser o que sempre foi.
(Final)
Crescer na escola é um direito meu,
Quero um país onde o sonho é só meu.
Com políticas firmes e um olhar sincero,
Vamos construir o amanhã que eu quero.