[INTRO]
A semana inteira é trabalho,
É correria, compromisso e obrigação.
Mas quando chega a sexta-feira,
Já muda o rumo do meu coração.
Pego a estrada e desço pra roça,
Deixo a cidade e a preocupação.
Vou visitar minha mãe, rever os amigos,
E descansar a cabeça no meu velho chão.
[VERSO 1]
Chego na casa da minha mãe,
Ela já vem na porta me esperar.
Aquele abraço apertado de saudade,
É coisa que o dinheiro não pode comprar.
Depois eu encilho o meu cavalo,
E sigo sem pressa pelo estradão.
Passo na casa dos velhos amigos,
Só pra prosear e jogar conversa no chão.
[REFRÃO]
Eu quero é roça no fim de semana,
Quero o cheiro do mato depois da chuva.
Quero o orvalho molhando a estrada,
E a manhã chegando tranquila e miúda.
Quero uma linha jogada na água,
Um peixe puxando no meio do rio.
Quero uma sombra, uma boa prosa,
E esquecer da cidade por um tempo, tranquilo.
[VERSO 2]
De manhã cedo, antes de clarear,
O galo canta lá no terreiro.
O café já passa no fogão de lenha,
E o cheiro se espalha pelo terreiro inteiro.
Quando a chuva molha a terra vermelha,
Sobe aquele cheiro que eu conheço tão bem.
É cheiro de mato, de chão molhado,
Cheiro da roça que não se esquece também.
[FINAL]
Domingo vai chegando devagar,
E chega a hora de pegar a estrada.
Mas já fico esperando a próxima sexta,
Pra voltar pra minha terra amada.
Vou visitar minha mãe, andar a cavalo,
Pescar no rio e rever os amigos.
Porque é lá, no meio da vida simples,
Que eu encontro paz e esqueço os perigos.