Letra:
Até um monstro cruel
Se enxerga nas águas
Karma e feridas
De eras passadas
Mas essa expressão
Não deixe que te engane
Pois esse guardião
É banhado em sangue
A minha raça
Segue o ciclo natural De vida e morte
E um instinto territorial
Mas até uma espécie brutal
Sabe o que é alegria
Doce aroma de uma flor
Atrai uma parceira pra toda vida
Sempre juntos aonde for
Naturalmente com amor
Mas eu sinto que algo aqui dentro
mudou
De velhice ela tá morrendo
Por que isso tá acontecendo?
Por que só eu que tô preso no tempo
Um ano
Dois anos
Três anos
Calma
Quanto
Quanto tempo tá passando?
10 anos, 100 anos
Eu não tô mais me lembrando
100 anos 1000 anos
Quanto tempo tá passando?
E tudo que sobrou pra lembrar de você
De uma vida inteira com você
É o aroma dessa flor
E por isso vou a proteger
E se alguém a quiser pegar
Primeiro tem que matar O guardião primata
Tem que ter força pra enfrentar
Cuidado pois se te agarrar
Eu vou te fazer em mil pedaços
Te esmagar no chão, tão sanguinário Vai sentir todos os ossos quebrando É a recompensa pra todos os que são
Fracos
Vai virar só mais uma presa Do predador de pelo branco
Você acha que é o primeiro Mas esse vale de sangue tá transbordando
A morte segue
As leis da natureza
Todo ser morre
Arrancando a sua cabeça
Mas essa
Carne não é normal
Como matar?
Um monstro imortal
Um demônio que me dominou
Uma praga que me controlou
Que me faz dar passos mesmo depois de morrer
E me faz questionar sobre real sentido de viver
Danificado
Instinto tomado
Essa centopeia
Como ela me faz levantar, mesmo estando decapitado
Sentimentos mortos
Dobrando meus ossos
Não vejo mais nada
Tudo que consigo sentir, é ela esfolando meus órgãos
Morreu todo amor
Naturalmente me abandonou
Tudo que resta pra mim
É sensação de vida e morte no meu grito de terror