Título: Chefe às Seis
Intro
Amanhece, tudo já a girar
Café pro chefe, o resto a trabalhar
Verso 1
De manhã ao começar, tudo vai andar
O chefe vai ao café, os outros a ralar
Chega a noite, todo mundo cansado a chorar
O chefe vai se deitar — os outros vão pra rua andar
Pré-Refrão
Só um fica a trabalhar, às seis da manhã
Com a cara de gritar, empurra a vida e a lã
O chefe dorme tranquilo, eu sigo sem parar
Rindo com cara fria, não posso mais aguentar
Refrão
Foi eu, sem parar, olha a cara fria
Vai-te deitar horas e horas, sem valentia
Chefe com os charutos pra disfarçar a mentira
Chefe de merda, vai cagar — essa é a minha ira
Verso 2
Ele volta a deitar, eu continuo a remar
Horas seguidas, meu corpo quer largar
Ele tem o cartão, tem o cigarro, tem o ar
Mas não tem coragem de sujar as mãos no lugar
Pré-Refrão
Enquanto eu seguro tudo, ele finge governar
Roda o maçarico, fuma alto pra disfarçar
Eu fico sonhando acordado, pensando na verdade
Que o preço da vergonha não se paga com vaidade
Refrão
Foi eu, sem parar, com a cara fria
Vai-te deitar horas e horas, sem valentia
Chefe com charutos pra disfarçar a mentira
Chefe de merda, vai cagar — essa é a minha ira
Ponte
E eu conto as horas, e eu conto o suor
Cada noite que ele some, há dez a mais de dor
Se um dia a cidade souber o que tu és
Vai sobrar só o fumo — nada além de porquês
Solo instrumental (guitarra/forró acordeon/violão)
Refrão (variação)
Foi eu, sem parar, e não peço perdão
Vai-te deitar, chefe, leva tua ilusão
Charutos e risos não pagam a opressão
Chefe de merda — vai cagar — aqui é minha canção
Final / Outro
De manhã ao começar, tudo vai andar
Mas sem teu cheiro de fumaça eu vou respirar
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Versão “limpa” (para tocar em rádio ou em vídeo onde não quer palavrão)
Substituí a parte mais pesada por algo igualmente intenso:
Refrão alternativo (limpo):
Foi eu, sem parar, com a cara fria
Vai-te deitar horas e horas, sem valentia
Chefe com charutos pra disfarçar a mentira
Chefe sem vergonha — some daqui, vai embora da minha vida que tu como cheff nao vales nada mesmo