Ooooo, ooooo, ooooo
Sai de repente pela estrada vazia
Noite fechada, sem estrela, sem guia
O carro para, o corpo treme, o peito arde
O ar some devagar, a morte bate tarde
Fica parado, o mundo gira sem razão
Pouco respirar, explode o coração
O medo aperta, rasga por dentro
Cada segundo vira um tormento
Meu cheff se caga de medo, não sabe agir
Olha pro lado, prefere fugir
Ajudar dá trabalho, enfrentar dá dor
Mais fácil virar as costas e negar o amor
O sangue bremenho escorre quente no chão
Marca a estrada, mancha a escuridão
Os fãs desmaiam, caem sem voz
Ninguém segura, ninguém por nós
Todo cobarde fala alto pra parecer forte
Cospe palavras, brinca com a sorte
Antes de cair, antes de apagar
Grita mentiras pra não se encarar
Ooooo, ooooo, ooooo
O grito ecoa, mas ninguém responde
A coragem some, o medo se esconde
Quem prometia nunca abandonar
É o primeiro a correr quando tudo vai quebrar
A estrada guarda o que ninguém quis ver
A verdade crua, difícil de engolir, de viver
No fim da noite, só resta aceitar
Que falar é fácil… difícil é ficar
Ooooo, ooooo, ooooo
Respiração fraca, visão a fechar
O corpo pede ajuda, mas ninguém quer dar
E ali se separa o homem do discurso
Quem só falava… nunca teve rumo pra ajudar seu destino só kriminar todo cobarde cai no chão A chorar