(A COROA DA SOMBRA)
(Trance Ritualístico • Drum & Bass • LHP Iniciático)
[Intro]
Silêncio...
Nem toda luz desperta.
Nem toda sombra aprisiona.
O iniciado atravessa os dois mundos...
e faz do próprio espírito o trono.
[Verso I]
Vestem mantos de pureza, juram nunca ferir.
Mas quem nega a própria sombra já começou a mentir.
O veneno mais antigo não chega pela espada;
ele veste um sorriso... e oferece a própria máscara.
O Abismo me ensinou a enxergar além do véu.
Nem anjos são tão santos, nem demônios tão cruéis.
Cada palavra revela o templo interior;
quem proclama sua virtude alimenta o próprio ego.
[Pré-Refrão]
Sela teu Nome.
Firma teu Centro.
Fecha as portas do medo.
O trono pertence somente ao espírito desperto.
[Refrão]
Ergo a Coroa da Sombra!
Meu círculo ninguém romperá.
O falso cai diante da Chama;
a Verdade sempre permanecerá.
Não entrego minha mente.
Não entrego minha vontade.
Meu templo é inviolável;
minha Lei é a Lucidez.
[Verso II]
Conheço meus monstros, por isso não me governam.
Conheço meu caos, por isso não me escraviza.
Quem foge do próprio abismo projeta correntes invisíveis;
quem o atravessa transforma prisão em iniciação.
Nenhum vampiro bebe a luz de quem desperta.
Nenhum espectro habita onde existe presença.
A fortaleza não nasce de talismãs;
ela nasce da consciência que jamais se curva.
[Ponte Ritual]
Banimento pelo Fogo.
Banimento pelo Silêncio.
Banimento da mentira.
Banimento do domínio.
Que todo vínculo imposto seja dissolvido.
Que toda máscara caia diante do Olho Interior.
Que apenas a Verdadeira Vontade permaneça.
[Clímax]
Eu sou a Sentinela do Portal.
O Guardião do próprio Nome.
Nem culpa.
Nem medo.
Nem manipulação.
Minha sombra é aliada.
Minha consciência é espada.
Minha vontade é selo.
Meu espírito... inquebrantável.
[Final]
Quem precisa proclamar que é santo...
ainda teme encontrar a própria noite.
Eu caminho entre luz e trevas.
Não para servir à ilusão...
mas para governar a mim mesmo.
Desperto.
Íntegro.
Livre.