(APOTEOSE INVICTA)
(Trance Ritual • Trap Iniciático • Ópera Xamânica)
[Intro]
Da noite sem nome eu despertei.
Do silêncio nasceu minha voz.
Nem a sombra, nem o medo
escreverão meu destino.
[Verso I]
Não temo a escuridão profunda;
ela foi meu primeiro altar.
Cada queda gravou em meu sangue
o mapa secreto do despertar.
Meu maior medo nunca foi cair,
nem caminhar sozinho até o fim.
Foi descobrir que a luz escondida
sempre habitou dentro de mim.
Hoje rompo antigos selos,
abandono o homem que adormeceu.
A centelha torna-se incêndio;
o infinito recorda quem sou eu.
[Pré-Refrão]
A Serpente desperta na coluna,
espiral de memória ancestral.
Ressurgência Atávica...
o antigo retorna como portal.
[Refrão]
Invicto!
Minha alma não se dobra ao temor.
Apoteose!
Eu desperto meu poder interior.
Autodeificação!
A chama revela quem eu sou.
Nem céu, nem abismo me governam;
a Consciência em mim despertou.
Eu sou o mestre do meu destino.
Eu sou o guardião da visão.
O leme da minha existência
repousa em minhas mãos.
[Verso II]
O Alógeno rompe fronteiras,
expande o horizonte da percepção.
Cada símbolo torna-se vivo
no templo do meu coração.
A antiga Serpente ascende,
não como medo ou dominação,
mas como força de transformação,
consciência e renovação.
Os ancestrais cantam no vento.
Os arquétipos voltam a falar.
O que dormia na minha essência
agora aprende a respirar.
[Ponte Operística]
Não esconderei mais minha chama.
Não diminuirei minha luz.
Quando desperto meu verdadeiro ser,
outros também encontram sua cruz...
e a transformam em asas.
Não nasci para rastejar.
Nasci para recordar.
Não nasci para pedir permissão.
Nasci para me tornar.
[Grande Refrão]
Invicto!
Nem o tempo pode me dobrar.
Apoteose!
A consciência aprende a voar.
Autodeificação!
O universo desperta em mim.
A Serpente ergue sua coroa;
o começo encontra o fim.
Meu destino não é prisão.
Meu espírito não conhece grilhões.
Eu caminho entre estrelas antigas,
criando novos sóis nos corações.
[Outro – Mantra]
Eu desperto.
Eu recordo.
Eu me torno.
Invicto.
Invicto.
Invicto.
A Serpente ascende.
A consciência expande.
A chama permanece.