Na beira do fogão ela acende a chama
Com a lenha do quintal e a alma em calma
Faz feijão, faz cuscuz, o tempero é oração
Cada prato é carinho, é bênção, é paixão
Os netos correm soltos pelo chão batido
Ela sorri e diz: “meus anjinhos preferidos”
Com as mãos marcadas pelo tempo a passar
Ela abraça o mundo só pra alimentar
Ninguém sabe o amor que a vó carrega
É um rio que transborda e nunca seca
Cobra com amor, mas é pra ensinar
É colo, é raiz, é o lar do lar
Ela dá o pouco e parece tanto
Amor que não mede, amor sem pranto
Faz a fogueira e o céu clarear
Pra ver seus netos sempre a brilhar
Ela reza baixinho enquanto mexe o mingau
Fala com Deus num jeito tão natural
Quem vê não entende, mas sente o calor
Do coração gigante dessa mulher de valor
Ninguém sabe o amor que a vó carrega
É um rio que transborda e nunca seca
Cobra com amor, mas é pra ensinar
É colo, é raiz, é o lar do lar
Ela dá o pouco e parece tanto
Amor que não mede, amor sem pranto
Faz a fogueira e o céu clarear
Pra ver seus netos sempre a brilhar
E um dia, quando ela se for descansar
Vai deixar nas memórias um jeito de amar
O cheiro do pão, a voz a cantar
E a certeza de que amor é
Ninguém sabe o amor que a vó carrega
Mas quem sente sabe: ele nunca se encerra
É eterno no tempo, é luz a guiar
É a força que ensina a nunca parar
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