[Intro]
Yeah
OLUAP no mic, direto da rua
Cartoon na pele, mas a dor é crua
Lisboa à vista, alma continua
Tinta na tee, fé que flutua
[Verso 1]
Tou tipo desenho, mas a cena é real
Gritam meu nome no beco central
Nunca fui cópia, nem digital
Rimo com sangue, estilo visceral
Falo do bairro, mas com elevação
Cada passo meu é uma oração
Tatu no pescoço, sem hesitação
“God guides my steps” — é mais que visão
[Refrão]
Tou tipo cartoon, mas não sou boneco
Vivo na linha, nunca fui meco
Olham p’ra mim tipo "quem é este gajo?"
Sou da street, mas voar é o meu trajo
Tou tipo cartoon, mas as barras são duras
Do papel pa’ estrada, entre becos e ruas
Real até ao osso, nunca fui ilusão
No mundo da tinta, sou a exceção
[Verso 2]
Cresci com pouco, mas sonhei gigante
No meio da crise, virei comandante
A rua é fria, o beat é quente
No meio dos mudos, fui voz gritante
Olhos fechados, mas vejo o futuro
Cartoon na alma, passado obscuro
Verso pesado, flow maduro
Gajo da margem com pulso seguro
[Verso 3]
Não é só estética, é storytelling
Cada letra é real, tipo docu em filming
Grafismo na tee, mas não é acting
Vida com peso — não é só flexing
Falo p’ros putos que vivem à parte
Sem pista de dança, mas fazem arte
Cartoon por fora, guerra por dentro
Rap é abrigo quando o mundo é vento
[Refrão + Fim]
Tou tipo cartoon, mas não sou boneco
Vivo na linha, nunca fui meco
Olham p’ra mim tipo "quem é este gajo?"
Sou da street, mas voar é o meu trajo
Tou tipo cartoon, mas as barras são duras
Do papel pa’ estrada, entre becos e ruas
Real até ao osso, nunca fui ilusão
No mundo da tinta, sou a exceção
(yeah… OLUAP… fim da missão)